24 de abr de 2015

Edição rara sobre Pixinguinha. Indicada para pesquisadores, estudiosos e colecionadores.

"O Lendário Pixinguinha" 

de  Sebastião Campos Braga


Esta edição raríssima foi lançada nas comemorações do centenário, em 1997. É recomendada para pesquisadores, estudiosos e colecionadores.


Editora Muiraquitã
Capa Dura. 
162 págs. 
Formato 14 x 21cm.
ISBN 85-85483-37-7
Preço sob consulta.  
Poucas unidades. 
Enquanto durar o estoque.

Reservas: editora.muiraquita@gmail.com 




Hermínio Belo de Carvalho e Ricardo Cravo Albim 
em seus comentários após a leitura do livro 


(...) levava vidinha de santo mesmo, sem lances rocambolescos – e que o traço maior de sua figura era a bondade, e seu Gênio, que o fazia merecedor desse respeito que todos nós, que o circundávamos, paparicando-o, a ele tributávamos. Claro que um homem tão cheio de iluminações, e de vida tão pacata, tem episódios alguns engraçados, outros até tristinhos – e isso, afinal, vai contado em mais esse livro sobre Pixinguinha (...) 

Hermínio  Bello de Carvalho -compositor, poeta e produtor musical brasileiro. 



Li dum fôlego (...) os dados e as indicações de estudo fazem do seu trabalho um excelente ponto referencial da vida e obra do maravilhoso músico e compositor.
Mas não só isso; você nos dá igualmente o testemunho da maravilhosa figura humana que foi ele, a alma perfeita que dignificou a própria espécie humana, no que ela tem de mais nobre (e, hoje em dia, cada vez mais raramente encontrada nas pessoas); a bondade em seu continuado e diário exercício.
Eis, portanto, minha impressão sobre seu trabalho, que espero ver editado para que mais pessoas possam dele embeber-se.
2 de janeiro de 1978.
Ricardo Cravo Albim
Primeiro diretor e organizador do
Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro.


Trechos do livro - pelo autor

Estávamos em 1971, eu, meu amigo Evaldo Matos, músico e fotógrafo, no Bar Gouveia, da Travessa do Ouvidor, com Pixinguinha, quando o mestre de “Rosa” nos convidou para que no domingo seguinte fôssemos à sua  casa na Rua Pedro Teles (...)
(...)
Dois anos antes, tive a honra e o prazer de ver minhas publicações sobre o compositor lidas por ele e aprovadas, pois de todos os artigos que escrevi sobre o músico e mestre, lhe dei cópias.

(...) fomos recebidos como se fôssemos membros da mesma família. Beti e
Pixinguinha, com a informalidade de pessoas simples, nos deixaram à vontade. Conversamos animadamente sobre música brasileira, músicos, rádio e assuntos daquela semana. (...) Emoções maiores estariam reservadas para depois, quando Pixinguinha, sentando-se ao “gaveau” afinadíssimo, atacou a introdução da valsa dele e de Cândido (Índio) das Neves, “Páginas de Dor”, aparecendo a Beti cantando com grande sentimento e magistralmente acompanhada pelo seu companheiro.

É um trabalho despretensioso, embora pesquisado diretamente na fonte original que foi o focalizado, o grande, o imortal músico brasileiro, glória merecida nos seus dias de boêmio não bissexto, mas diuturno, no convívio com dezenas de amigos, e nos seus lazeres do Bar Gouveia, quando na Travessa do Ouvidor...

(...) para músicos fornece subsídios da riqueza melódica do compositor, expondo alguns trechos de obras que podem, depois, ser ampliados e “descobertos” quando a música brasileira voltar a ser amada como o foi há 50, 60 passados... 





Nota da Editora Labouré Lima: Essa dedicatória no formato de uma pauta musical foi grafada em um guardanapo do Bar Gouveia e estava guardada sob o plástico que cobria a capa de um antigo LP. Na fase preparatória do livro, durante uma reunião editorial realizada na casa do autor, encontramos o mencionado documento "do próprio punho de Pixinguinha para o autor", entregue no momento em que o genial músico lhe devolveu os originais do livro que acabara de ler. Trata-se do registro de um dos momentos mais emocionantes da minha carreira editorial.





Do autor Sebastião Campos Braga  
(...) locutor de rádio que iniciou sua carreira em Nova Friburgo, prosseguindo-a em Niterói, no Rio de Janeiro, e em São Paulo (...) conviveu com famosos artistas e compositores como Benedicto Lacerda, Ary Barroso, Pixinguinha, Herivelto Martins (...) apresentou programas ao vivo... [o autor atuou na imprensa escrita e falada na “era do rádio” - N.E.] (...) Em 1969, Sebastião Campos Braga iniciou uma pesquisa biográfica, tomando notas, apontamentos e registros diretamente daquela fonte autêntica que foi o grande Pixinguinha (...). Embora modesto, Pixinguinha não se furtava a colaborar com o pesquisador, às vezes dizendo: “Estou cansado de contar a todos as mesmas histórias...” O jornalista, porém, não desanimava. Queria trazer novos depoimentos, talvez inéditos, e insistia nas indagações...