8 de set de 2015

Verônica França e a emoção de estrear na #BienalDoLivro


Em que tempo da vida você descobriu que tinha vocação para escrever?
Desde muito pequena. Por volta dos 08 anos de idade já gostava de escrever, mas foi em torno dos 12 anos que comecei com as poesias e alguns textos, aos quais, hoje, chamaria de crônicas.

O hábito de ler é a causa da revelação de muitos talentos literários que conhecemos.  Para você um livro pode ser lido várias vezes e interpretado de formas diferentes pelo mesmo leitor?
Penso que sim, quando um livro tem um bom enredo e é bem estruturado, naturalmente nos leva à uma segunda leitura. Assim por diante, em cada leitura, alcançamos níveis diferentes e mais profundos de compreensão sobre a riqueza dos detalhes. Como disse o filósofo Heráclito: Ninguém entra em um mesmo rio uma segunda vez, pois quando isso acontece já não se é o mesmo, assim como as águas que já serão outra.


Alguns escritores criam suas histórias a partir de observações ou inspirações. Você poderia nos contar como acontecem suas criações literárias?
 De uns anos para cá, tenho procurado me especializar em escrever histórias, relatos de acontecimentos, eventos, memórias. Ao identificar a facilidade para escrever projetos sociais e os respectivos relatórios com a descrição sucinta dos eventos relacionados a eles, ganhei mais segurança e passei a escrever de forma objetiva, enxuta, porém, sem perder de vista o tom de "contação de histórias". Amo escrever! Além da produção dos relatórios institucionais, escrevo poesias e crônicas, entretanto, durante o tempo que me dedico à produção textual é fundamental que o objeto sobre o qual escrevo, seja atraente. Preciso estar inspirada e visualizar com facilidade os cenários enquanto desenvolvo os textos, independente do estilo. Em 2014, após mais uma revisão de "práxis" da minha apostila durante a organização de mais um curso de massagem para bebês, tomei coragem, e resolvi transformá-la em livro... E digo: Sim, escrever e publicar é um ato de coragem!

Frequentemente ouvimos dizer que um livro pode mudar a vida de uma pessoa. O que você pensa sobre isso?
 Creio que sim. O primeiro livro que li e que me provocou uma mudança 360º da compreensão da vida foi: "O Maior Milagre do Mundo" de Og Mandino. Li este livro aos 16 anos. Num tom de autoajuda, o autor nos proporciona, com muita motivação, todo um entendimento a respeito da importância da existência de cada um de nós nessa vida. Com ele, aprendi a valorizar  o self e a conexão divina que existe entre cada um de nós e o Criador.

Em relação ao seu livro o que ele tem de especial para proporcionar aos leitores?

Antes de qualquer coisa, inspiração ao amor. O cuidado e a convivência com os bebês nos proporcionam um olhar mais amoroso diante da vida, nos elevam à poesia da completude e da impermanência da existência, na medida em que acompanhamos, com dedicação, o desenvolvimento de cada fase dos nossos filhos. Inspirada em minha própria trajetória de mãe de 4 filhos, avó e terapeuta corporal, além da vivência, também sou a instrutora dessa técnica. E me imbuí de inspiração e determinação diante da possibilidade de "fazer minhas palavras caminharem" na direção dessa responsabilidade social que me motivou a ensinar pais e mães os benefícios da arte da cura através do toque.  
  
Você está entre os autores participantes da XVII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, o que esse momento significa para você?

Nossa, uma grande conquista: A possibilidade de propagar à muitas famílias essa técnica amorosa que enriquece a relação entre a família e o bebê, abrindo novas possibilidades de contato e de aumento da visibilidade do meu próprio trabalho. Gratidão à Edições Muiraquitã e à Imprensa Oficial que, juntas, estão proporcionando a mim e a muitos outros autores fluminenses esta oportunidade.


Dados técnicos:
Livro: MASSAGEM PARA BEBÊS - SHANTALA 
Autora: Verônica França
ISBN 978-85-7543-145-0
Formato: Bolsa - 48 páginas
Preço de capa: R$20,00
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